Titulo Unifesp
 

D e p a r t a m e n t o   d e   B i o f í s i c a 

 img13.gif

Desde sua fundação, em 1933, a Escola Paulista de Medicina (EPM) instituiu a cadeira de Física Médica cujo primeiro regente foi o Prof. Lauro Monteiro da Cruz, que tendo sido eleito deputado federal foi subtituído em 1949 pelo Prof. Carlos Ribeiro Diniz, a quem se seguiram os Profs. Rômulo Ribeiro Pieroni, Nelson Paladino e Sebastião Baeta Henriques, todos trabalhando na EPM em regime de tempo parcial. No início da década de sessenta, a cadeira passou a designar-se Biofísica e se integrou no Departamento de Biofísica e Fisiologia, sob a direção do Prof. Paulo Enéas Galvão, catedrático de Fisiologia. Em novembro de 1963, a Disciplina de Biofísica instalou-se no recem-inaugurado Edifício de Ciências Biomédicas ao mesmo tempo que recebeu dois docentes transferidos pelo Departamento de Farmacologia e Bioquímica, Dr. Antonio Cechelli de Mattos Paiva e Dra. Therezinha Bandiera Paiva, médicos formados pela própria EPM que, em regime de tempo integral, passaram a compor, com a química Maria Cecília Ferraz de Oliveira, o corpo docente desta Disciplina, sob a chefia do Prof. Paiva.

A partir de 1978, a Disciplina de Biofísica tornou-se um Departamentos independente passando a contar com as Disciplinas de Biofísica e de Físico-Química, incorporando-se nesta última os setores de Matemática e de Física. Consolidou-se deste modo a convicção, em nossa Instituição de que alunos de qualidade como todos os formados pela EPM, deveriam necessariamente assimilar as leis e os conceitos básicos tanto de física quanto de físico-química que governam os processos biológicos.

Para acomodar o expressivo crescimento das linhas de pesquisa do Departamento, o Departamento de Biofísica passou a ocupar também em 1985, uma parte do novo prédio do Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR), juntamente com os Departamentos de Bioquímica e Farmacologia. Os laboratórios de síntese e estudos físico-químicos de peptídios se instalaram neste novo local, permanecendo no Edifício de Ciências Biomédicas os laboratórios de pesquisa mais biológica e biofísica de peptídios. Deste modo, novas e importantes metodologias puderam ser implantadas, tais como: cultura de células, eletrofisiologia envolvendo a técnica de “patch clamp” e mais recentemente a biologia molecular, com aplicação em áreas diversificadas abrangendo desde o estudo de receptores acoplados à proteina G até a terapia gênica. Esta expansão envolveu também o surgimento de outras áreas, como a de peptídios vasoativos do sistema nervoso central, a síntese e sequenciamento de oligonucleotídeos e a computação gráfica e modelagem molecular para o estudo de receptores de membranas.

No edifício do INFAR, além de intenso desenvolvimento da metodologia química de síntese peptídica de produção de novos materiais poliméricos para a síntese peptídica e uso como resinas alternativas para purificação cromatográfica de diversos compostos de interesse biológico, iniciou-se um amplo desenvolvimento de estudos do mecanismo de ação de enzimas proteolíticas. Em consonância com estes desenvolvimentos, equipamentos analíticos essenciais como os de cromatografias líquidas de alta eficiência (HPLC), analisador de aminoácidos, espectrômetro de massa, eletroforese capilar, sequenciador de aminoácidos, etc, foram adquiridos.

O Departamento de Biofísica é um centro produtivo relevante, não apenas de trabalhos científicos ou mesmo de patentes, mas também de matérias primas e de serviços especializados para a comunidade científica nacional. Isto abrange principalmente a produção de peptídios para a pesquisa ou em uso como medicamentos e também de oligonucleotídeos.

Prestação de Serviços

Por ser um dos poucos Departamentos a ter o domínio da síntese de peptídeos no nosso país, fornecemos há décadas, uma enorme variedade de tipos de peptídeos para fins de pesquisa ou de aplicação médica/veterinária e laboratorial. O fornecimento de oligonucleotídeos é também um serviço prestado há anos pelo Departamento para diferentes grupos de pesquisa do país.

Em termos de atendimento da comunidade, adicionam-se também solicitações de caracterizações analíticas de alguns tipos de compostos orgânicos ou macromoléculas incluindo-se o seqüenciamento de oligonucleotídeos e de peptídeos e proteínas. Este tipo de serviço se estende também para a aplicação de espectroscopia de massa para determinação de peso molecular, da análise de aminoácidos, eletroforese capilar e finalmente de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). Dentro deste contexto, projetos futuros da parte de atividades de Extensão do Departamento envolverão certamente o incremento de todas estas atividades para o atendimento mais eficiente de uma fatia maior da nossa comunidade.

Auto-Avaliação

A composição atual do Departamento de Biofísica ultrapassa uma centena de pessoas, se incluídos docentes, funcionários e principalmente estudantes de pós-graduação, iniciação científica e estagiários/monitores. Estas pessoas se espalham por parte de um total de quatro andares tanto do edifício de Ciências Biomédicas quanto do Instituto Nacional de Farmacologia. Lecionamos para todos os ciclos básicos dos cursos de graduação existente atualmente na UNIFESP e acreditamos ser relevante e diferenciada, a prestação de serviços feita pelo nosso Departamento, como acima detalhado. Em termos de produtividade científica, os dados disponíveis mostram claramente um excelente nível de nosso grupo, comprovado pelo fato de pertencermos a um dos dois únicos cursos de pós-graduação da nossa Universidade (Biologia Molecular) agraciado recentemente com conceito máximo junto a entidades governamentais.

Seguindo a tendência universal observada há anos em universidades e institutos de pesquisa do exterior, o nosso Departamento tem sido também pioneiro na solicitação de patentes de diferentes tipos, consequência natural da grande heterogeneidade de linhas de pesquisa que são desenvolvidos pelo nosso corpo de pesquisadores. Em termos de perspectivas, espera-se sempre contar com um contínuo aprimoramento no nível dos cursos ministrados na graduação e na pós-graduação da UNIFESP, incrementar o setor de prestação de serviços e ampliar mais ainda a diversidade de linhas de pesquisa, objetivando ao final, a melhoria não somente na quantidade mas principalmente na qualidade de nossa produção científica.


Rua Botucatu, 862 - 7º andar  - Vila Clementino  04023-062 - São Paulo - SP/Brasil
Fones:  011-5576-4530  011-5576-4555  011-5576-4571 011-5572-4583  Fax: 011-5571-5780   e-mail: biofis@biofis.epm.br
seta voltar         Webmaster: cleber@biofis.epm.br             Atualizado em: 31/12/2004